terça-feira, fevereiro 04, 2003

Gente, passeando pela rede achei um site bem legal: o HERÁLDICA PORTUGUESA. Lá descobri o brasão da família Albuquerque, que vem a ser o mesmo da família Arcoverde. Em duas versões:
A antiga: De vermelho, com cinco flores-de-lis de ouro, postas em sautor. Timbre: uma asa de negro, com cinco flores-de-lis postas em sautor.
A moderna: Esquartelado: o primeiro e o quarto de prata, com cinco escudetes de azul postos em cruz, cada escudete carregado de cinco besantes de prata, postos em sautor; o segundo e o terceiro de vermelho, com cinco flores-de-lis de ouro postas em sautor. Timbre: um castelo de ouro, rematado por uma flor-de-lis do mesmo ou uma asa de negro, com cinco flores-de-lis postas em sautor.
Vejam as duas e digam qual preferiram...

terça-feira, janeiro 28, 2003

Gente, minha princesa voltou do Rio. Chegou hoje de manhã, logo, não pretendo me alongar por aqui. Tive observando os hits do NAUFRAGOS e percebi que não tem tido muitas visitas. Só pra dar uma idéia do que se pode fazer clicando nos links que eu coloquei lá:
Os clicks dados no The Rainforest Site no ano passado permitiram a preservação de 22.933.365 m2 de Floresta Tropical.
Os do Care2's Race for Rainforest, de 10.837.688 m2.
Os clicks no The Breast Cancer Site em 2002 permitiram a realização de 1.624 mamogramas para mulheres necessitadas.
Em 2002 o The Hunger Site forneceu 2.717 toneladas de alimentos só com nossos clicks.
O The Child Health Site, lançado em outubro de 2002, ajudou ano passado 191.013 crianças necessitadas.
O Race for the Big Cats já permitiu a proteção de 49.792.750km2 de habitat para felinos ameaçados de extinção.

Espero que possa servir de estímulo pra vocês. Não vamos deixar a nossa Mãe-Terra naufragar!!!

quarta-feira, janeiro 22, 2003

Pessoal, desculpem a ausência. É que a Títia tá no Rio e eu fico meio sem ânimo pra nada. Minha pasmaceira, entretanto, foi sobrepujada pelo artigo do Jarbas Passarinho é meio longo, desculpem!) que li no JB ONLINE, ontem, e transcrevo a seguir:

Militar, casta e privilégio

Freqüente é julgar-se o militar, entre nós, ora como casta e ora como desfrutador de privilégios. O nosso Aurélio define casta como ''camada social hereditária e endógama''. É evidente que não tem cabimento falar de casta militar. Os postos não passam de pai para filho e casamos normalmente fora da família militar. Privilégio, ensina novamente o Aurélio, é: ''vantagem que se concede a alguém com exclusão de outrem e contra o direito comum''. Ingressei na Escola Militar do Rio de Janeiro, em 1941, por concurso universal. Era vigente a legislação (da era Vargas) que proporcionava aos civis e militares, por serem prestadores de serviço à comunidade, diferente da natureza do emprego de ordem pessoal, duas vantagens: estabilidade e aposentadoria integral pelo Tesouro. Escolhi a profissão das armas por vocação militar, onde jamais se fica rico, mas teria as vantagens citadas. Almeida Garrett chamava o dinheiro de ''excremento do diabo''. Esse pode ser tentado na vida privada, na gangorra entre a riqueza e a pobreza, regra implacável do mercado. O poeta Alfred de Vigny consagrou no livro Servidão e Grandezas Militares a natureza da vida castrense. As grandezas eram as vantagens que a União me concedia, porém sem ''exclusão de outrem ou contra o direito comum'', pois obtidas mediante concurso aberto a todos. Em compensação nunca tive vantagens pertinentes a outras profissões, quanto a direitos políticos e civis. Nesse sentido, militar é meio-cidadão. Não tem sindicato, não pode fazer greve, postular direitos, integrar partidos políticos. Não lhe é devido pagamento de horas extras ao trabalhar 24 horas/dia no adestramento em manobras, ou no serviço em campanha de longa duração, durem o tempo que durarem e sob quaisquer condições meteorológicas. Não sabe o que é descanso semanal remunerado nem folga após plantão de 24 horas de oficial de dia. Vantagens que não lhe cabem, peculiares ao trabalhador assalariado, justas, decorrentes do neocapitalismo que amenizou o capitalismo selvagem. Convive permanentemente com o risco de vida. Perdi colegas mortos por acidente em exercícios de tiro real e na Aeronáutica, precário ou inexistente o apoio terrestre. Voei centenas de horas, nos Catalinas da FAB, desprovidos sequer de cinto de segurança, ao inspecionar 11 mil quilômetros da fronteira amazônica. Num acidente, faleceram a tripulação e todos os acompanhantes. Servindo em tempo integral e dedicação exclusiva, não podia receber qualquer remuneração estranha ao Exército, mesmo por trabalho intelectual. Por necessidade do serviço fui transferido várias vezes, com prejuízo da família, especialmente dos filhos, dada a descontinuidade na educação. A carreira castrense exige uma formação continuada, graduação, aperfeiçoamento obrigatório, novo concurso para aspirar ao serviço de Estado-Maior e ao topo da carreira, apenas uma expectativa, pois sem direito assegurado a ser general, porque se trata de escolha pessoal dos presidentes da República. O Exército ensinou-me o domínio da vontade, para superar a dor e o desconforto, e o sacrifício pessoal no cumprimento do dever. Cedo, como tenente, vivi a angústia do conflito entre o dever e a devoção à família. A convulsão política, em 1945, encontrou-me no Rio de Janeiro, no Grupo de Obuses de São Cristóvão, em rígido regime de prontidão rigorosa. Nada poderia afastar-me do quartel. Morávamos, minha esposa e eu, numa pensão familiar em Ipanema, aluguel compatível com meus parcos vencimentos. Infelizmente, ela, certo dia, entrou em processo de aborto espontâneo. Não pude ausentar-me do quartel. Perdeu ela aquele que seria o nosso primeiro filho amparada na solidariedade de outros moradores na pensão e de um médico de ocasião. Eis um perverso ''privilégio'' de mulher de militar... ''Privilégio odiento'', diz-se do militar, viúvo, deixar para as filhas a pensão para a qual contribuiu. Pago há 57 anos obrigatoriamente a contribuição. Se, ao revés, houvesse aplicado em um plano de capitalização, do meu saldo poderia fazer o que quisesse, em respeito apenas às normas que regulam herança e seria muito maior do que deixarei às minhas filhas. Antes de a FEB retornar da Itália, a União não entrava com qualquer contrapartida, ao contrário dos fundos de pensão, que sempre receberam contribuição do empregador. A legislação de amparo aos ''pracinhas'' civis e as pensões especiais desequilibraram o custeio antes auto-suficiente, obrigando a União a contribuir. Passamos a pagar mais para ajudar a cobrir o déficit decorrente da generosidade parlamentar. Nisso reside um ''privilégio odiento'' dos militares. Não comparo remuneração de profissões de natureza e obrigação diferentes. Resigno-me ver que um general, após 45 anos de serviço e toda uma longa educação continuada, feita por concursos, percebe vencimentos pouco superiores aos de um juiz de início de carreira, ou de um recém-nomeado delegado federal de polícia, ou bem menos do que recebe um jovem deputado de 21 anos de idade no seu primeiro mandato.
A verdade é que o Estado quebrou. Confesse-se isso, em vez de expor à cizânia dos trabalhadores assalariados os que, fardados ou à paisana, lhe servem lealmente. Não mais suportou o peso das vantagens que assegurava, conferidas desde Getúlio Vargas. Impotente, o Estado criou a contribuição antes inexistente para a aposentadoria, que o militar inativo também paga, com 9,5%, para a pensão e o serviço de saúde, que não lhe presta serviço totalmente gratuito.

Que é imperativo reformar a Previdência, não há dúvida, mas não se faça do militar o bode expiatório. Ou se considere, de vez, desnecessárias as Forças Armadas.

Jarbas Passarinho
Escritor
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Para completar, muitos sabem que sou militar, e que, como tal, não tenho direito a FGTS, não tenho uma jornada semanal de trabalho limitada a 44 horas, não recebo horas extras nem quando, como acontece com frequência, trabalho mais de 70 horas por semana. Para se ter uma idéia, quando estou de Oficial de Serviço no Comando da Marinha, posso começar a trabalhar no domingo às 08 horas e ficar até segunda-feira às 17 ou 18 horas. Minha preta é testemunha de que, várias vezes, fui chamado em casa para participar de manobras às duas da manhã, só retornando depois de três ou quatro dias. Sou psicólogo, mas escolhi a carreira militar por motivos que um dia eu conto. Queria com esse post apenas dar maior conhecimento àqueles que ignoram o que é a vida do militar (como eu já ignorei um dia). Obrigado pela paciência dos que leram até aqui.

sábado, janeiro 18, 2003

É, gente, minha princesa viajou para o Rio, estou de serviço hoje, e "A SAUDADE MATA A GENTE, MORENA, A SAUDADE MATA A GENTE"... Sim, tô com saudades mesmo!!! Alô galera do Rio, Sá, Dri, Nino e companhia - ajudem minha preta a curtir adoidado. Eu, por outro lado, vou ficando por aqui, cuidando de 3 gatos (adoráveis) e 1 cachorro (pentelho). E baixando toneladas de vídeos e músicas pelo Kazaa, jogando Ultima IX e tentando me lembrar que amanhã é dia de levar a Ginger para a segunda dose de anti-rábica. Ah, e gravando as 3 partes de Duna, na FOX (pra vermos juntos quando vc voltar, amore. Dia 15/JAN completamos 5 anos de casados... todos os louros para a Laetitia (ATENÇÃO, NÃO ESTOU ME REFERINDO A NENHUM SURFISTA SARADO AÍ NO RIO!!!), que me atura há tanto tempo, a grande responsável por me fazer uma pessoa melhor (eu acho) a cada dia. Esse post tá grande, também, por ter recebido uma reclamação da minha linda de que eu só estava postando links... OK, tô falando de otras cositas, né? E ando ouvindo muito Oswaldo Montenegro, 14 BIS e Kleiton & Kledir (mizamôg vai entender o significado disso). Bom, gente, vou ficando por aqui... Acho que vou voltar em breve, espero.

terça-feira, janeiro 07, 2003

Esse barco tá parecendo o Rainbow Warrior! Link aí do lado, no RADAR DE NAVEGAÇÃO, para o The Petition Site, onde os que dominam a língua inglesa podem assinar petições contra abusos perpetrados pelos destruidores do meio-ambiente. Vale conferir!

sexta-feira, janeiro 03, 2003

Atenção tripulação! Novidades do novo ano:
1 - Link pro blog do Carlos Alberto, nos PORTOS AMIGOS. Para aqueles que apreciam a poesia de Fernando Pessoa.
2 - Para os elurófilos de plantão, nos PORTOS A VISITAR, o link do SOS GATINHOS, bem como uma nova imagem do CAUSA FELINA.
3 - Uma pesquisa de opinião: a Títia não está linda nas fotos? (Amore, você não vota!!!)
2003 - Ano da Esperança!
Gente, duas coisas: primeiro quero avisar que aceito sugestões/dicas de sites onde se pode fazer doações grátis (tipo os que estão no link do NÁUFRAGOS).
Segundo, a Títia disse que eu não precisava ter retirado a foto anterior do blog, então, aqui vai (a foto é antiga, o Capitão ainda era Tenente, mas gosto dela assim mesmo):