Segundo post do dia (pra compensar a ausência de ontem):
O coelhinho felpudo estava fazendo seu cocô matinal e,quando olha para o lado, vê um enorme urso fazendo o mesmo.O urso se vira para ele e diz:
- Ei coelhinho, você não se incomoda de ficar com seus pelinhos sujos de cocô? O coelhinho respondeu:
- Não, isso é normal.
Então o urso pegou o coelhinho e limpou a bunda com ele.
MORAL DA ESTÓRIA:
Cuidado com as respostas precipitadas... Pense bem antes de responder.
Mais uma coisa: vou colocar um sistema de comments no NÁUFRAGOS... logo que tiver um tempinho.
quarta-feira, dezembro 04, 2002
Gente, foi mal a ausência de ontem... dia cheio! Hoje, reportagem do www.correioweb.com.br - site do melhor jornal de Brasília (IMHO):
Estamos em guerra. Dados do relatório Direitos Humanos no Brasil 2002 divulgado ontem retratam um país sitiado pela violência do Estado. De janeiro a agosto deste ano, a polícia do Rio de Janeiro matou 592 pessoas. Já os policiais de São Paulo liqüidaram 703 brasileiros em dez meses, segundo o documento de 200 páginas elaborado pela organização não-governamental Justiça Global.
A gravidade dos números fica evidente quando comparados com índices dos Estados Unidos, nação com criminalidade elevada e polícia com fama de violenta. Os policiais norte-americanos assassinaram 367 cidadãos em todo o território nacional. Significa que para uma população 25 vezes maior do que a dos estados do Rio e de São Paulo juntos, os americanos mataram cinco vezes menos que os fluminenses e paulistas.
‘‘Os números brasileiros são de uma nação em guerra’’, resume James Cavallaro, coordenador da Justiça Global. ‘‘A policia do Rio e São Paulo mata mais do que os exércitos de países em guerra explícita como Israel e Palestina’’. O que mais preocupa Cavallaro é a relação entre os números e a cobrança da sociedade por medidas energéticas contra a criminalidade. ‘‘Diante da pressão o mau policial se sente autorizado a sair para matar’’.
Infância perdida
Nas favelas cariocas, temer tanto o bandido quanto a polícia é rotina. ‘‘Para mim tanto faz: tenho medo dos dois’’, desabafa a doméstica Consuelo Nunes, moradora de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. ‘‘Morar aqui é morar no meio da guerra. Tenho pena das crianças.’’ Dona Consuelo está coberta de razão.
Nada menos do que 3.937 crianças e adolescentes morreram na cidade do Rio por ferimentos a bala entre dezembro de 1987 e novembro de 2001. No mesmo período, em Israel, 467 menores foram assassinados. Significa que, num país historicamente em conflito armado, mata-se oito vezes menos meninos e meninas do que no principal ponto turístico da nação da cordialidade.
A juventude é vítima e agente da violência. Existem no Brasil 11.835 adolescentes privados de liberdade. Passam os dias e as noites nas 74 unidades de internação, conhecidas no passado como Febens, e cenário de uma rotina que multiplica a criminalidade em vez de corrigí-la.
Pesquisa inédita feita pela Agência de Notícia dos Direitos da Infância ( Andi), em parceria com o Ministério da Saúde, traça um perfil desses jovens e mostra o quanto estão expostos ao crime organizado e ao tráfico de drogas.
Apenas 8% dos internos estão presos porque mataram. Cerca de 83% perderam a liberdade porque se meteram em roubos e assaltos. A conexão entre o crime e a miséria é evidente. Os garotas das Febens são pobres — 88,5% vêm de famílias com renda inferior a dois salários mínimos. A intimidade com cocaína e maconha é assustadora.
Em São Paulo, por exemplo, apenas 12% dos internos de três unidades do Complexo do Tatuapé disseram jamais ter experimentado alguma droga. Já 83% dos adolescentes admitiram que fumam maconha e 57% que consomem cocaína.
Estamos em guerra. Dados do relatório Direitos Humanos no Brasil 2002 divulgado ontem retratam um país sitiado pela violência do Estado. De janeiro a agosto deste ano, a polícia do Rio de Janeiro matou 592 pessoas. Já os policiais de São Paulo liqüidaram 703 brasileiros em dez meses, segundo o documento de 200 páginas elaborado pela organização não-governamental Justiça Global.
A gravidade dos números fica evidente quando comparados com índices dos Estados Unidos, nação com criminalidade elevada e polícia com fama de violenta. Os policiais norte-americanos assassinaram 367 cidadãos em todo o território nacional. Significa que para uma população 25 vezes maior do que a dos estados do Rio e de São Paulo juntos, os americanos mataram cinco vezes menos que os fluminenses e paulistas.
‘‘Os números brasileiros são de uma nação em guerra’’, resume James Cavallaro, coordenador da Justiça Global. ‘‘A policia do Rio e São Paulo mata mais do que os exércitos de países em guerra explícita como Israel e Palestina’’. O que mais preocupa Cavallaro é a relação entre os números e a cobrança da sociedade por medidas energéticas contra a criminalidade. ‘‘Diante da pressão o mau policial se sente autorizado a sair para matar’’.
Infância perdida
Nas favelas cariocas, temer tanto o bandido quanto a polícia é rotina. ‘‘Para mim tanto faz: tenho medo dos dois’’, desabafa a doméstica Consuelo Nunes, moradora de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. ‘‘Morar aqui é morar no meio da guerra. Tenho pena das crianças.’’ Dona Consuelo está coberta de razão.
Nada menos do que 3.937 crianças e adolescentes morreram na cidade do Rio por ferimentos a bala entre dezembro de 1987 e novembro de 2001. No mesmo período, em Israel, 467 menores foram assassinados. Significa que, num país historicamente em conflito armado, mata-se oito vezes menos meninos e meninas do que no principal ponto turístico da nação da cordialidade.
A juventude é vítima e agente da violência. Existem no Brasil 11.835 adolescentes privados de liberdade. Passam os dias e as noites nas 74 unidades de internação, conhecidas no passado como Febens, e cenário de uma rotina que multiplica a criminalidade em vez de corrigí-la.
Pesquisa inédita feita pela Agência de Notícia dos Direitos da Infância ( Andi), em parceria com o Ministério da Saúde, traça um perfil desses jovens e mostra o quanto estão expostos ao crime organizado e ao tráfico de drogas.
Apenas 8% dos internos estão presos porque mataram. Cerca de 83% perderam a liberdade porque se meteram em roubos e assaltos. A conexão entre o crime e a miséria é evidente. Os garotas das Febens são pobres — 88,5% vêm de famílias com renda inferior a dois salários mínimos. A intimidade com cocaína e maconha é assustadora.
Em São Paulo, por exemplo, apenas 12% dos internos de três unidades do Complexo do Tatuapé disseram jamais ter experimentado alguma droga. Já 83% dos adolescentes admitiram que fumam maconha e 57% que consomem cocaína.
segunda-feira, dezembro 02, 2002
Gente, momento da retratação do Capitão!
A imagem da letra de "Só Chamei Porque Te Amo" do post de 28/11 é do blog http://racionaldemais.blogger.com.br/. A Comandante do blog é L.F. (não sei o seu nome), e o blog é uma gracinha, poesia, imagens, textos e pensamentos colocados com um equilíbrio estético singular. Estou aguardando sua autorização para colocar um link nos PORTOS AMIGOS, e quero começar uma campanha para aqueles que, como eu, possam deixar o seu "pirata interior" roubar imagens sem autorização: PEDIR NÃO CUSTA NADA, E DAR OS CRÉDITOS A QUEM TEM O TRABALHO É DEVER DE QUALQUER BLOGUEIRO HONESTO! a tripulação deste blog, formada em postos de continência, pede desculpas pelo ato de pirataria cometido pelo Capitão! Vou rasgar minha Carta de Corso agorinha. Levantar âncora!
A imagem da letra de "Só Chamei Porque Te Amo" do post de 28/11 é do blog http://racionaldemais.blogger.com.br/. A Comandante do blog é L.F. (não sei o seu nome), e o blog é uma gracinha, poesia, imagens, textos e pensamentos colocados com um equilíbrio estético singular. Estou aguardando sua autorização para colocar um link nos PORTOS AMIGOS, e quero começar uma campanha para aqueles que, como eu, possam deixar o seu "pirata interior" roubar imagens sem autorização: PEDIR NÃO CUSTA NADA, E DAR OS CRÉDITOS A QUEM TEM O TRABALHO É DEVER DE QUALQUER BLOGUEIRO HONESTO! a tripulação deste blog, formada em postos de continência, pede desculpas pelo ato de pirataria cometido pelo Capitão! Vou rasgar minha Carta de Corso agorinha. Levantar âncora!
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